O depoimento do pintor Newton Mesquita e da
filósofa Marilena Chauí me lembraram muito da minha infância e das minhas
viagens realizadas pelas páginas dos livros. Quando era pequeno não tinha
muitos amigos, somente os da escola e eles moravam um pouco longe, então eu
acabava me trancando no quarto e lendo os livros que pegava emprestado na
biblioteca da escola. Toda semana ia à biblioteca, pegava um ou dois livros
para levar. Recordo-me que a bibliotecária vivia dizendo “Você realmente está
lendo ou levando os livros para passear?” e eu brigava com ela “Mais claro que
estou lendo”. E ficava horas lendo, quando ia à casa dos meus avós levava um
livro e sentava na varanda da casa deles, enquanto minha família conversava e
almoçava, eu estava lá concentrado na leitura.
De tanta leitura, arrisquei-me a escrever. Comecei
com versos e depois com contos. Nunca gostei de mostrar o que escrevia. Só uns
amigos mais próximos viram. Hoje, tenho menos vergonha de mostrar. Como
Contardo Calligaris, acho que a escrita é libertadora. Quando escrevo parece
que tiro o peso do mundo das minhas costas e isso me faz bem.
Olá,Michel!Seu depoimento prova que quem lê,escreve melhor.Você é um exemplo a ser seguido por nossos alunos.Escrever realmente é um desabafo .
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ResponderExcluirMichel escreva para o mundo. Escreva para nós desvendarmos o seu talento...isso é maravilhoso. Como já dizia Clarice Lispector:
ResponderExcluir"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando[...] Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada. Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro... "
Parabéns pelo blog.
Oi parceiros de trabalho! Como é bom ver o esforço de vocês ,deu tudo certo.Pensando em nossos desafios ,encontrei uma frase que explica muito bem o nosso papel de educador:
ResponderExcluir"A suprema arte do professor é despertar a alegria na expressão criativa do conhecimento, dar liberdade para que cada estudante desenvolva sua forma de pensar e entender o mundo, assim criamos pensadores, cientistas e artistas que expressarão em seus trabalhos aquilo que aprenderam com seus mestres."(Albert Einstein)